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Maternidade e carreira: como apoiar mães no ambiente corporativo?

No Dia das Mães, muitas empresas publicam homenagens, lançam campanhas e celebram suas colaboradoras. Mas, fora das redes sociais, quantas realmente oferecem suporte para que essas mulheres consigam conciliar carreira e maternidade? A distância entre discurso e prática ainda é um dos principais desafios quando falamos de cultura organizacional. E, nesse cenário, a maternidade segue sendo um ponto crítico na trajetória profissional de muitas mulheres.   Carreira e maternidade: um desequilíbrio ainda evidente A presença feminina no mercado de trabalho avançou nas últimas décadas, mas isso não significa que as condições sejam iguais, especialmente para quem é mãe. Um estudo […]

No Dia das Mães, muitas empresas publicam homenagens, lançam campanhas e celebram suas colaboradoras. Mas, fora das redes sociais, quantas realmente oferecem suporte para que essas mulheres consigam conciliar carreira e maternidade?

A distância entre discurso e prática ainda é um dos principais desafios quando falamos de cultura organizacional. E, nesse cenário, a maternidade segue sendo um ponto crítico na trajetória profissional de muitas mulheres.

 

Carreira e maternidade: um desequilíbrio ainda evidente

A presença feminina no mercado de trabalho avançou nas últimas décadas, mas isso não significa que as condições sejam iguais, especialmente para quem é mãe. Um estudo da FESA Group apontou que 59,1% das mulheres com filhos já sentiram os impactos da maternidade na carreira, dado que evidencia como o ambiente corporativo ainda não está preparado para acolher plenamente essa fase da vida.

Outro dado, do IBGE, reforça esse cenário. Entre mulheres de 25 a 54 anos com crianças de até seis anos, a taxa de ocupação é de 56,6%. Já entre aquelas que não têm filhos, esse número sobe para 66,2%.

E o contraste aumenta quando olhamos para os homens. Enquanto a maternidade ainda gera insegurança por parte de empregadores, a paternidade tende a produzir o efeito oposto: mais confiança, prestígio e até reconhecimento dentro das organizações.

 

Uma questão de cultura

No Brasil, a legislação garante, em regra, 120 dias de licença-maternidade. Já a licença-paternidade costuma ser de apenas 5 dias. Essa diferença contribui para concentrar o cuidado nas mães e reforça um padrão que impacta diretamente suas oportunidades de crescimento.

Mas a questão vai além das políticas formais.

Na mesma pesquisa da FESA Group, muitas mulheres apontam a cultura organizacional como um dos principais obstáculos para alcançar cargos de liderança. Além disso, 86,1% das entrevistadas afirmam que o modelo de liderança ainda é associado a comportamentos considerados masculinos.

Tais dados revelam uma lacuna estrutural: sem mudanças consistentes de cultura, ações isoladas surtem pouco ou nenhum efeito real.

 

Apoiar a maternidade exige mais do que discurso

Quando o suporte à maternidade se limita a datas comemorativas, a mensagem transmitida é clara, ainda que não intencional: o reconhecimento é pontual, mas os desafios continuam sendo individuais.

Empresas que desejam evoluir nesse aspecto precisam ir além. Horários flexíveis, modelos híbridos, plano de saúde para dependentes, programas de desenvolvimento profissional e políticas de reintegração após a licença são exemplos de iniciativas que contribuem para um ambiente mais equilibrado.

Essas ações sinalizam um compromisso genuíno com as diferentes fases dos colaboradores, e gera um retorno direto: profissionais que se sentem acolhidos, respeitados e valorizados tendem a permanecer na empresa a longo prazo, reduzindo taxas de rotatividade e fortalecendo a cultura organizacional.

 

O papel da comunicação interna

Mesmo quando existem políticas estruturadas, muitas empresas falham em um ponto essencial: a comunicação. Sem clareza e continuidade, iniciativas importantes deixam de gerar impacto. Isso porque elas não chegam a quem realmente precisa.

A comunicação interna tem papel central nesse processo, pois garante que os direitos sejam conhecidos, os benefícios acessados e a cultura vivida no dia a dia. A sua empresa tem comunicado com clareza quais são os direitos das gestantes? Como funciona a flexibilização de jornada? E os caminhos de retorno após a licença?

Mais do que informar, é preciso construir um ambiente de escuta e acolhimento, no qual as profissionais possam atravessar esse período com segurança e tranquilidade.

O Dia das Mães deve, sim, ser um momento de reconhecimento. Mas esse olhar atento precisa se estender para todo o planejamento estratégico.

Se a sua empresa ainda trata o tema de forma pontual, o desafio pode estar na forma como a cultura é construída e comunicada ao longo do ano. E para isso, a Houz pode ajudar. Fale com a nossa equipe e entenda como transformar intenção em prática concreta para a sua equipe!

 

Houz Comunicação